Desmatamento no Amazonas cai 31% no primeiro semestre de 2026
Dados do INPE apontam queda expressiva no desmatamento, mas especialistas alertam para a necessidade de manutenção das políticas de fiscalização.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgou dados que mostram uma redução de 31% no desmatamento no estado do Amazonas no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A área desmatada passou de 1.847 km² para 1.274 km², o menor índice desde 2012.
Os números são comemorados por ambientalistas e pelo governo estadual, mas especialistas alertam que a queda não pode ser interpretada como vitória definitiva. "O desmatamento tem ciclos. Quando a fiscalização aumenta, os números caem. Quando ela relaxa, voltam a subir. O desafio é manter a pressão constante", disse o pesquisador do INPA Carlos Souza.
A redução é atribuída a uma combinação de fatores: intensificação das operações de fiscalização do IBAMA, aumento das multas aplicadas e expansão das áreas protegidas no sul do estado. O governo federal também ampliou o uso de tecnologia de monitoramento em tempo real, com alertas automáticos enviados às equipes de campo quando imagens de satélite detectam supressão de vegetação.
Comunidades indígenas e ribeirinhas têm papel fundamental na vigilância territorial. "Somos os olhos da floresta. Quando vemos algo errado, acionamos as autoridades imediatamente", disse Raimundo Tukano, coordenador de uma rede de vigilância comunitária que abrange 14 territórios indígenas.